Páginas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

As 7 gratidões quase eternas

1. Fazer o melhor sexo do mundo

Hoje ela é sua amiga distante, está casada, mal fala com você. Se pudéssemos, porém, dar-lhe umas taças de vinho, anonimato e a pergunta "Qual foi o melhor sexo da sua vida?", ela descreveria as noites que transou contigo e como depois você virou referência e ponto de comparação para todas as futuras aventuras sexuais.

Ou um bom álbum, filme, show, restaurante e até roteiro de viagem, o que importa é a experiência que você viveu e depois sentiu o dever e o prazer de compartihar, como se estivesse diante de um céu tão luminoso que é impossível contemplar sozinho.

Considerando a gratidão gerada, me pergunto se ajudar alguém a comprar uma casa ou um carro é mesmo mais significativo do que apenas doar um móvel. A grana é bem menor, contudo a lembrança posterior é ativada mais vezes. Nós não lembramos tanto do dinheiro ("Quantas parcelas ele pagou?") quanto usamos um armário, uma cama ou aquela bela bancada do escritório.

Não precisamos realizar grandes coisas. Em um mundo em que ninguém tem tempo, é um grande feito parar e diagramar o currículo de uma desconhecida (você a conhece apenas pela Internet, recebeu o currículo para repassar e achou erros de ortografia e diagramação) ou de sua irmã.

Ser inesquecível não deveria ser um objetivo. Acontece, apenas. Reconhecemos a felicidade causada, ouvimos o elogio, e seguimos fazendo o que estávamos fazendo. Mas o que é isso que fazemos, capaz de nos transformar em seres inesquecíveis?

A postura essencial, a meu ver, é uma só: cuidar. Dia a dia, constantemente, de modo progressivo e sem exigências, sem contrapartidas, sem pedidos sutis de recompensa. A pessoa que assim se sente cuidada desenvolve lentamente uma imensa gratidão. A pessoa que assim cuida, sem nem mesmo perceber, cultiva uma mente alegre e cada vez mais ampla.

Na verdade, toda gratidão sincera não é senão admiração. E admiramos aqueles cujas qualidades desejamos incorporar. Quando somos cuidados, algo em nós observa a dinâmica como um todo, para além de nossa perspectiva, até que surge a aspiração de cuidar, de sentir essa alegria que vemos no outro e de gerar em várias pessoas a gratidão que sentimos.

Mais do que o conteúdo e a forma de cada ato, o verdadeiro presente é a própria dinâmica da generosidade, que, apresentada ao outro em um gesto qualquer, o inspira a ser igualmente generoso. E sobre essa meta-gratidão não me cabe falar. Restrinjo-me a abaixar a cabeça e agradecer em silêncio.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Música que diz a realidade

O que se espera de uma nação
Que o herói é a televisão
Que passa todos os seus meses mal
Melhora tudo no Natal
Até presente dá pra dar
Só não se sabe o que vai receber
Pano de prato ou dedal
Escolha o mais caro que eu quero ver

Mucama na cama do patrão
Me chama, me chama de negão
Paga salário de bufão
Mas come o que a população não come

O que se espera de uma nação
Que o herói é a televisão
Que passa todos os seus meses mal
Melhora tudo no Carnaval

Dá pra brincar, dá pra comemorar
Só não se sabe muito bem por que
Entrou de cara na realidade
Na quarta feira que eu quero ver


quinta-feira, 21 de outubro de 2010


O ônibus que ficou pendurado na margem do Dique do Tororó na tarde desta quinta-feira (21), foi jogado pelo motorista do veículo, de acordo com informações da Polícia Civil. Ele teria roubado o veículo na garagem da empresa Modelo após ter sido demitido. Não havia passageiros no momento do acidente.

Segundo informações da 1ª Delegacia dos Barris, o motorista, que ainda não foi identificado, teria ficado insatisfeito com a demissão. Ele estaria sofrendo de depressão e teria perdido a esposa há cerca de um mês.

Revoltado com a demissão, o rodoviário roubou o ônibus da garagem da empresa. Ao fazer a curva que liga o Vale dos Barris à Garibaldi, ele acelerou e tentou jogar o carro dentro do Dique do Tororó.

Começou hoje na Praia de Periperi, subúrbio ferroviário de salvador os JOGOS da PERIFERIA que será realizado de hoje até domingo, com a realização de grandes competições e com várias alternaticas de jogos de graça para a população.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Verão e Proteção com Filtros Solares

Proteção contra a radiação solar

Os filtros solares ou protetores solares são substâncias que aplicadas sobre a pele protegem a mesma contra a ação dos raios ultra-violeta (UV) do sol. Os filtros solares podem ser químicos (absorvem os raios UV) ou físicos (refletem os raios UV). É comum a associação de filtros químicos e físicos para se obter um filtro solar de FPS mais alto.

O que é FPS?

FPS significa Fator de Proteção Solar. Todo filtro solar tem um número que determina o seu FPS, que pode variar de 2 a 60 (até agora, nos produtos comercializados no Brasil). O FPS mede a proteção contra os raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, mas não medem a proteção contra os raios UVA.

O que significa o valor do FPS

A pele, quando exposta ao sol sem proteção, leva um determinado tempo para ficar vermelha. Quando se usa um filtro solar com FPS 15, por exemplo, a mesma pele leva 15 vezes mais tempo para ficar vermelha.

A partir do FPS 15 todos os filtros são iguais?

Não. Esta é uma idéia que foi divulgada de forma errada. O filtro solar com FPS 15 bloqueia a maior parte dos raios UV e o aumento do FPS aumenta pouco o bloqueio destes raios. No entanto, o tempo em que o filtro solar continuará a absorver os raios UV será maior quanto maior for o FPS, diminuindo a frequência da reaplicação.

Como devo escolher o FPS do meu filtro solar?

O filtro solar deve proteger a pele evitando o dano causado pela radiação solar. Se o filtro que você utiliza permite que sua pele fique vermelha após a exposição ao sol, isto é sinal de que a proteção não está sendo eficaz. Neste caso, você deve aumentar o FPS ou então reaplicar o filtro solar com um intervalo menor.

O fator mínimo para uma proteção adequada é o FPS 15, aplicando o filtro generosamente sempre 20 a 30 minutos antes de se expor ao sol e reaplicando a cada 2 horas. Entretanto, como o FPS é determinado em laboratórios, sob condições especiais, minha recomendação pessoal é dar uma margem de segurança, usando sempre um filtro solar com FPS igual ou maior que 25.

"Oil free"? Hipoalergênico? Entenda seu filtro solar.

A linguagem utilizada nos rótulos dos filtros solares muitas vezes deixa o consumidor confuso na hora da compra. Aprenda abaixo o que significam os termos mais frequentes e escolha aqueles mais indicados ao seu tipo de pele:

  • Anti UVA e UVB: filtros que protegem contra os raios ultravioleta A e ultravioleta B.
  • Hipoalergênico: utiliza substâncias que geralmente não provocam alergias.
  • Livre de PABA ou "PABA Free": filtros que não contém a substância PABA, que tem alto poder de causar alergias.
  • Livre de óleo ou "oil free": filtros cujos veículos não contém substâncias oleosas. São os mais indicados para pessoas de pele oleosa ou com tendência à formação de cravos e espinhas.
  • Não comedogênico: filtros que não obstruem os poros, evitando assim a formação de cravos. São também indicados para pessoas de pele oleosa e com tendência à formação de cravos e espinhas.

Lembre-se sempre...

Filtro solar que protege não deixa queimar. Filtro solar que deixa queimar não protege.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Consumo e Alcoolemia

A alcoolemia é a quantidade de álcool por litro de sangue. Há grande variabilidade, mesmo para parâmetros não contemplados nas tabelas a seguir, como estado de saúde, conteúdo gástrico, composição da refeição, entre outros.

As tabelas a seguir mostram valores aproximados e representam valores médios da população (clique para aumentar). Os valores de alcoolemia estão expressos em gramas de etanol por litro de sangue (g/l).

Consumo de Álcool

I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira

A Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em parceria com a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD), do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), realizou o I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira. O principal propósito consistiu no oferecimento do panorama nacional sobre os padrões de consumo de bebidas alcoólicas pelos brasileiros.

Metodologia:
Realizaram-se 3007 entrevistas, 2346 com adultos de faixa etária superior a 18 anos e 661 entrevistas com adolescentes de 14 a 17 anos em 143 municípios brasileiros. Como roteiro da entrevista foi adotado o questionário HABLAS e a prevalência de dependência de álcool foi investigada através dos critérios de dependência do CIDI (COMPOSITE INTERNACIONAL DIAGNOSTIC INTERVIEW).
Resultados gerais:
1. 52% dos brasileiros beberam pelo menos uma vez no último ano e os 48% restantes relataram estar abstinentes, de tal forma que não fizeram uso na vida e tampouco nos 12 meses anteriores à entrevista.
2. Mulheres apresentam maior prevalência de abstinência (59%) e os homens bebem mais frequentemente, ou seja, 39% dos homens bebem pelo menos 1 vez/semana, dos quais 11% bebem diariamente. A quantidade de bebida por ocasião de consumo também difere conforme o sexo, ou seja, enquanto a maioria das mulheres (68%) bebeu até 2 doses de álcool na última ocasião, 38% dos homens beberam 5 ou mais doses, dos quais 11% beberam 12 ou mais doses na última ocasião.
3. Faixa etária: os entrevistados com idade superior a 60 anos são frequentemente abstêmios (68%) e ao beberem fazem-no em pequenas quantidades, sendo que a maioria (70%) bebeu até 2 doses na última ocasião de consumo. Em freqüência, cerca de 30% dos brasileiros, com idade até 44 anos, consumiram 5 ou mais doses de bebidas na última ocasião de consumo, sendo que, dentro dessa mesma faixa etária, cerca de 23% dos jovens beberam de forma freqüente, ou seja, de 1 a 4 vezes/semana.
4. Regiões: o Sul é a região que apresentou maiores freqüências de consumo (36% dos entrevistados beberam pelo menos 1 vez/semana, dos quais 11% fazem-no diariamente). Porém, o consumo na Região Sul é o mais “leve” em termos de quantidade (66% da população bebeu até 2 doses na última ocasião), sendo maior entre os entrevistados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
5. Classe socioeconômica: as classes A, B e C são as de uso mais freqüente, sendo que os índices de abstinência são maiores para as classes D e E (de prevalência entre 55 e 60%). Porém, dois terços dos entrevistados da classe socioeconômica A fizeram-no de forma “leve”, ou seja, até 2 doses, enquanto que 45% dos entrevistados da classe E beberam mais de 5 doses alcoólicas na última ocasião, relatando um padrão de beber mais “pesado”.
6. Tipos de bebida: a cerveja e o chope são os mais consumidos (61% do total), sendo que o vinho e destilados ocupam, respectivamente a segunda (25%) e terceira (12%) colocações.
7. Diferença entre os sexos por tipo de bebida: não há diferença para o uso de cerveja, mulheres bebem mais vinho que os homens, em contrapartida, os homens bebem mais destilados que as mulheres. No que concerne ao uso de destilados, é feito preferentemente na forma de cachaça (66%) e prevalentemente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e por pessoas de baixa condição socioeconômica (31%).
Padrão de consumo entre os jovens brasileiros:
1. Adolescentes: 66% são abstêmios, 35% consomem bebidas alcoólicas pelo menos uma vez/ano e 24% pelo menos uma vez/mês.
2. Última ocasião de consumo: os homens beberam maiores quantidades, sendo que um terço deles relatou ter consumido de 5 a mais doses.
3. O padrão binge de consumo (definido como o consumo de 4 ou 5 doses de álcool, respectivamente, entre mulheres e homens) é mais prevalente entre os homens (21%) que mulheres (12%).
4. A cerveja é a bebida mais consumida pelos adolescentes (52%), seguida do vinho (35%), destilados (7%) e bebidas do tipo “ice” (6%). Os homens apresentaram tendência de beber mais destilados que mulheres.
5. O início do uso de álcool na vida e início do uso regular deram-se, respectivamente, para as idades de 13,9 e 14,6 anos. Em contraposição, entre os adultos, as idades para as respectivas variáveis foram 15,3 e 17,3 anos.
Comportamento de beber de risco entre adultos:
1. 28% da população brasileira, equivalente a 33,6 milhões de pessoas, já bebeu em binge pelo menos uma vez no último ano, com prevalência maior entre os homens (40% homens e 18% mulheres), porém, o uso em binge diminui com o avançar da idade;
2. 73% de todas as doses consumidas por aqueles que beberam em binge, no último ano, foram feitas na forma de cerveja, seguida dos destilados (13%), vinho (12%) e bebidas “ice” (1%)
3. 27% dos adultos que beberam em “binge” nos últimos 12 meses beberam na balada ou no bar
4. 45% dos brasileiros adultos que beberam, tiveram problemas relacionados ao álcool, mais prevalente entre homens (58% homens; 26% mulheres) e mais comuns na região Centro-Oeste. Dentre os que relataram ter sofrido problemas relacionados ao álcool, problemas físicos são os mais freqüentes.
5. 3% dos brasileiros relataram ter feito uso nocivo e 9% são dependentes de álcool, prevalência quatro vezes maior entre os homens.
Bebida e direção
1. Dentre os indivíduos que consumiram álcool nos últimos 12 meses e dirigem (tem carteira de habilitação e costumam dirigir, n=1152, 599 homens e 553 mulheres), 53,5% dos homens e 86,4% das mulheres nunca beberam e dirigiram.
2. Dentre os adultos que dirigem alcoolizados (38,40% dos que bebem e dirigem), 17,6% nunca dirigiu e bebeu depois de beber 3 doses, 23,7% dirigiu 2 ou 3 vezes depois de beber 3 doses, 18,3% dirigiram quase todas as vezes depois de beber 3 doses de álcool.
3. 43% dos indivíduos beberam na balada e em festas antes de dirigir (depois de consumir 3 doses)
Apoio da população brasileira às políticas públicas sobre o álcool
1. A imensa maioria da população geral adulta apóia o aumento de programas preventivos ao uso do álcool em escolas (92%), programas de tratamento para o alcoolismo (91%) e campanhas governamentais de alerta sobre os riscos do álcool (86%).
2. Programas de tratamento: 96% acha que deveriam ser gratuitos e obrigatórios em postos de saúde, ambulatórios da rede pública e Hospitais Gerais.
3. 56% defende o aumento dos impostos sobre as bebidas alcoólicas.
4. 55% da população defende o aumento da idade mínima de 18 anos para a venda de bebidas alcoólicas.
5. Para 89% dos entrevistados, os estabelecimentos não deveriam servir bebidas alcoólicas para clientes que já estivessem bêbados. As padarias, confeitarias e mercearias, na opinião de 74%, deveriam ser proibidas de vender bebidas alcoólicas.
6. 76% defende à restrição do horário de venda de bebidas alcoólicas.