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sábado, 30 de janeiro de 2010

Que a justiça se faça justiça

Acaba de ser decretada pela Justiça de Lauro de Freitas a prisão preventiva do agente policial Evaristo Santana Filho, 40 anos, autor confesso da morte da mulher, a estudante de direito Luciana Souza, com quem estava casado oficialmente há apenas três dias. Segundo fonte da Polícia Civil, uma equipe do Centro de Operações Especiais (COE), onde o acusado é lotado, está em seu encalço e deve cumprir o mandado ainda hoje.

A prisão de Evaristo foi decretada horas após o secretário de Segurança Pública, César Nunes, receber em seu gabinete um grupo de representantes de entidades que atuam no combate à violência contra a mulher, dentre as quais União Brasileira de Mulheres, Liga de Mulheres de Salvador e União de Negros (Unegro). A deputada federal Alice Portugal e as vereadoras Olívia Santana e Vânia Galvão também participaram do encontro e cobraram uma posição mais enérgica da polícia em relação ao caso. Embora tenha se apresentado menos de 24 horas após matar a mulher, o criminoso foi ouvido e liberado.

Esperado hoje à tarde na Corregedoria da Polícia Civil para prestar depoimento, o policial civil não compareceu. De acordo com seu advogado, o criminalista Vivaldo Amaral, o agente se encontrava “muito abalado com os últimos acontecimentos” e não apresentava condições de depor. O defensor apresentou um atestado médico, segundo o qual seu cliente estava sob o efeito de medicamentos.

O crime aconteceu no domingo passado (24), diante das filhas de vítima e autor, na residência da família, em Portão, distrito de Lauro de Freitas, município da região metropolitana de Salvador. O casal havia acabado de chegar em casa, após passar o dia num sítio de parentes, onde foram comemorar a oficialização da união. Após seis meses de relacionamento, vítima e autor se casaram na quinta-feira passada, no fórum de Lauro de Freitas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Suburbana é beneficiada com o primeiro SUCOM nos Bairros de 2010

Conforme Eliana Marback, gerente de Informações e Sistemas da SUCOM, a 22ª edição do projeto SUCOM nos Bairros é reflexo da Operação Choque de Ordem, ocorrida na Suburbana em dezembro do ano passado, que culminou com a retirada de sucatas das calçadas. “Recebemos hoje várias pessoas querendo legalizar a atividade de venda de peças de carros. Isso reafirma o trabalho educativo que a SUCOM vem exercendo nos últimos tempos”, concluiu.

Já para o superintendente da SUCOM, Cláudio Silva, presente no mutirão, o trabalho do SUCOM nos Bairros se consolidou como uma oportunidade das pessoas se regularizarem perante o município. “O propósito da SUCOM é garantir que essas pessoas tenham a possibilidade de explorar suas atividades para sobreviverem de forma digna”. Silva disse ainda que se sente feliz em ver o projeto sendo procurado por quem mais precisa.

“Além do direito de poder exercer determinada atividade, estando legal, o cidadão vai poder se apresentar, tomar empréstimo em banco e até mesmo distribuir material publicitário para atrair novos clientes para o seu negócio” analisou o chefe da autarquia. O pequeno empresário do bairro do Lobato, Luciano Bastos, 36, explicou ter passado por sérias dificuldades antes de dar o primeiro passo para estar legal: “eu abri uma empresa há pouco tempo e meu funcionários queriam que eu assinasse a carteira. Agora, já poderei contratar até mais pessoas prá trabalhar prá mim”, pontuou.

O projeto itinerante SUCOM nos Bairros tem por finalidade descentralizar o atendimento da autarquia oferecido à população de Salvador que, habitualmente, precisa se deslocar até a sede do órgão, na Av. Bonocô, ou aos postos de atendimento instalados nos SACs Boca do Rio e Iguatemi.

Moradores das localidades da Ilha de Maré, Santa Cruz, São Caetano, Cabula, Fazenda Coutos, Boca do Rio, Nova Brasília, Liberdade, Pernambués, Cajazeiras VIII, Periperi, Engenho Velho da Federação, Parque São Cristóvão, Bairro da Paz, Ribeira, Uruguai, IAPI, São Marcos, Paripe e Sussuarana já se beneficiaram com o projeto que já regularizou mais de 500 empresas, com aproximadamente 4.000 ações educativas realizadas pela autarquia, além de proceder a abertura de cerca de 600 processos.

Mais informações sobre os serviços da SUCOM no site www.sucom.ba.gov.br ou através do Alô Sucom (2201-6900).



terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Av. Suburbana

É batismo de origem popular, pois esta via foi aberta ao longo da linha de subúrbios de Salvador, anteriormente servida pelos trens da Rede Ferroviária Federal Leste Brasileiro.
Oficialmente o nome é Avenida Afrânio Peixoto e surgiu para facilitar o acesso ao subúrbio feito anteriormente em pequenas canoas ou lanchas, algumas movidas a vapor que partiam do cais da Ribeira.
Avenida Afrânio Peixoto, conhecida popularmente como Avenida Suburbana. Foi assim denominada através da Lei 2247, sancionada pelo prefeito Clériston Andrade em 05 de junho de 1970 e cinco meses depois foi inaugurada pelo Governador Luis Viana Filho em 07/11/1970. Essa Avenida corresponde a Paripe, passando por Lobato, Plataforma, Itacaranha, Escada, Praia Grande, Periperi e Couto, numa Extensão de 13.400 metros.

Um pouco de Salvador


Quando o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, aportou na enseada, onde hoje se localiza o Porto da Barra, em 29 de março de 1549, com três naus, duas caravelas e um bergantim, tinha ordem expressa do Rei de Portugal, D. João III, para fundar uma cidade-fortaleza, chamada do São Salvador, devido a sua localização e qualidades portuárias.

Coube ao mestre-de-obras lusitano, Luís Dias, executar a construção da fortaleza. O plano mais alto do sítio, que compreende a atual Praça Castro Alves até Santo Antonio Além do Carmo, fora escolhido para as primeiras instalações. Inicialmente erguido de barro e taipa, o Palácio do Rio Branco abrigou o governo de Tomé de Sousa.

Vieram nas embarcações do governador-geral mais de mil pessoas, entre elas, o primeiro médico nomeado para o Brasil, Dr. Jorge Valadares, o farmacêutico, Diogo de Castro, 600 militares, degredados, fidalgos e os primeiros padres jesuítas.

Arraial do Pereira

Ao desembarcar, Tomé de Sousa foi recebido por Diogo Álvares, que naufragara nas águas da baía em 1509, e fora acolhido pela tribo de Tupinambás que vivia na região. Então, o europeu Diogo passou a chamar-se de Caramuru e casara-se com a índia Paraguaçu, filha do cacique Taparica. Paraguaçu, posteriormente, batizada na França, recebeu o nome de Katherine du Brézil. Tornaram-se o primeiro casal cristão do Brasil. Caramuru desempenhou importante papel na construção de Salvador.

Antes da fundação da primeira capital do Brasil, em 1536, chegou o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que fundou o Arraial do Pereira nas imediações de onde está a Ladeira da Barra (no período de fundação de Salvador era conhecida como Vila Velha). Pereira Coutinho desencadeou diversas revoltas indígenas devido a sua crueldade e acabou morto numa festa antropofágica dos índios, em Itaparica.

Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, em 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o jesuíta José de Anchieta e órfãs para servirem de esposa para os colonos. O terceiro governador-geral foi Mem de Sá, que governou até 1572. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.

Salvador despertou cobiça

Os primeiros escravos que aportaram na capital do Novo Mundo vieram da Nigéria, Angola, Senegal, Congo, Benin, Etiópia e Moçambique, a partir de 1550. A chegada dos escravos africanos impulsionou a cultura da cana-de-açúcar, do algodão, fumo e a criação de gado, na região do Recôncavo.

Devido à localização estratégica, o porto de Salvador servia de apoio logístico para a navegação no Atlântico, ao sul da linha do equador, e para exportação de açúcar. Em 1583, Salvador já tinha duas praças, três ruas e cerca de 1600 habitantes. A sua localização e riquezas atraíram a atenção de aventureiros. No Final do Século XVI e início do Século XVII, eram constantes saques e bombardeios de corsários ao porto de Salvador.

Em 1580 ocorreu a união das coroas portuguesa e espanhola, situação que contrariou interesses estrangeiros. Ao expirar o tratado de paz entre a Espanha e os Países Baixos, em 1624, a Companhia das Índias atacou Salvador. Os invasores permaneceram por 11 meses até serem expulsos pela armada espanhola. Mais uma tentativa dos holandeses acorreu no ano de 1638, comandada por Maurício de Nassau. Mas a investida não obteve êxito.

A sede do Vice-reino foi transferida para o Rio de Janeiro em 1763. Em 1808 Salvador recebeu a família real portuguesa, ela fugia de Napoleão Bonaparte que invadia a Europa. Na ocasião, o príncipe-regente, D. João VI, fundou a primeira Escola Médico-Cirúrgica, no Terreiro de Jesus, que se tornou a primeira faculdade de Medicina do Brasil.

Salvador foi construída pela miscigenação (brancos, negros e índios), de Catarina Paraguaçu, a índia que se tornou européia e Diogo Caramuru, o europeu acolhido pelos índios, pelos escravos africanos que aqui fincaram novas raízes. Também foi chamada de Roma Negra, por ser considerada a cidade de maior população negra fora da África.

Junto a essa mistura, sua bandeira simboliza a liberdade e a esperança com uma pomba carregando um ramo. “Sic illa ad arcam reversa est", em português: "e assim a pomba voltou à arca".

Autor: SMCS

A escolha do local para a instalação da cidade de Salvador levou em consideração até aspectos religiosos. “Quanto mais alto se construía uma cidade, mais próximo se estaria de Deus e de sua proteção”, dizia alguém da época.


Estrategicamente, a escolha da alta montanha mostrava ser conveniente ao modelo militar então dominante em Portugal, desde que o planalto se encontrava na parte interna da baía e esta era um bom ancoradouro para abrigar os navios.


Com base nessa conjuntura espacial, foi montada uma estrutura de defesa nos locais tidos como os mais estratégicos. Quem conhece Salvador, tem que admitir que a escolha foi acertada. Onde se fazer mais fortes dos que aqueles que foram construídos? Talvez um na Ilha de Itaparica, com certeza!

Com o crescimento da cidade para além dos muros originais, esse sistema mostrou-se débil e ineficaz, tanto é verdade que os holandeses e franceses bombardearam-na e a tomaram com grande facilidade.

Essa debilidade e ineficácia não se devem, entretanto, à localização dos fortes, a nosso ver perfeita. O problema estava na extensão do acesso pelo mar, aberto e vasto, o que dificultava uma defesa adequada, desde que o poder de fogo das fortificações era baixo. As naus vindas pelo sul, por exemplo, passando rente à Ilha de Itaparica, ficava totalmente imune às baterias dos fortes de Salvador.

Vejamos uma síntese da entrevista dada a um órgão de imprensa pelo coronel Anésio Ferreira Leite, Presidente da Associação Brasileira de Amigos das Fortificações Militares e Sítios Históricos (ABRAF):

“Salvador chegou a ter mais de 30 fortificações. Atualmente restam apenas 11. Estamos jogando fora as nossas referências e as nossas raízes. O primeiro forte erguido foi o de Santo Antônio da Barra em 1534, também conhecido como Farol da Barra, atualmente. Em 1696 quando recebeu o farol, passou a ser chamado de Vigia da Barra”. Em 1650 foi erguido o Forte de São Marcelo, também conhecido como Forte do Mar. Ainda na Barra, existem os fortes Santa Maria e São Diogo erguidos entre os anos de 1624 e 1638. Subindo para o Campo Grande estão os fortes São Pedro e São Paulo da Gamboa, ambos construídos pelos holandeses. O Forte de São Paulo da Gamboa teve o maior canhão da cidade, com 13 toneladas. Este equipamento foi deslocado para a frente do Quartel General da 6ª Região Militar, na Mouraria. Na entrada do Terminal Marítimo de São Joaquim está o Forte Santo Alberto ou Forte da Lagartixa,assim chamado por ter canhões pequenos que podiam ser deslocados para todos os lados. No bairro de Santo Antônio está localizado o Forte de Santo Antônio Além do Carmo. Porque "Além do Carmo? Tudo que era construído depois do portão norte era conhecido como “Além do Carmo". A maior fortificação de Salvador é o Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo ou, simplesmente, Forte do Barbalho”