
Gey, cujo nome completo era Carlos Geraldo D'Andrea Espinheira, nasceu em Poções.
Ele era graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1970), mestre pela Universidade Federal da Bahia (1975) e doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (1997). Também era pesquisador do Centro de Recursos Humanos e professor adjunto da Ufba.
Gey atuava principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, violência, democracia, cidadania e educação. Líder do Grupo de Pesquisa "Cultura, cidade e democracia: sociabilidade, representações e movimentos sociais urbanos", era autor de diversos livros e artigos, sendo o mais recente: "Os limites do indivíduo: mal-estar naracionalidade, os limites do indivíduo na medicina e na religião".
Com o romance "Relógio da Torre" foi o vencedor no gênero na 2ª Edição do Concurso Literário Bahia de Todas as Letras da Editora, da Universidade Estadual de Santa Cruz. Em 2008, pela editora da EDUFBA, publicou Metodologia e prática do trabalho em comunidade e Sociedade do Medo.Um dos maiores estudiosos da questão da violência e desigualdade social na Bahia, o sociólogo, professor e escritor Gey Espinheira, falecido no último mês de março, foi escolhido à unanimidade para ser contemplado com o prêmio outorgado pelo Ministério Público estadual em homenagem à personalidade destaque na defesa do Direitos Humanos: o 'Prêmio J.J. Calmon de Passos'. Vitimado por um câncer no esôfago aos 62 anos de idade, Gey, cujo nome completo era Carlos Geraldo D'Andrea Espinheira, possuía graduação e mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Sua atuação como sociólogo, professor e pesquisador enfocava temas relacionados aos direitos humanos, violência, democracia, cidadania e educação. Gey desenvolveu diversos projetos e pesquisas e foi parceiro do Ministério Público no Programa de Redução dos Danos Sociais nos Bairros do Subúrbio Ferroviário (RDS), em 2000. O trabalho desenvolvido na região, uma das mais violentas de Salvador, resultou no livro-diagnóstico coordenado por ele e lançado em 2004 no MP: 'Sociabilidade e Violência – Criminalidade no cotidiano de vida dos moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador'.
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